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No dia 17 de julho  participei de uma das discussões  mais bacanas  sobre urbanismo, direito de ir e vir, uso  público e privado, calçadas, ciclovias, carros,e tudo  mais.

Recebi o convite do Instituto Parada Vital para mediar o ‘Fórum Cidades, Bicicletas e o Futuro da Mobilidade’, uma a conversa a evoluir, no  Sesc  Pinheiros, em São Paulo .

Era uma iniciava de ninguém mais, ninguém menos que o multiartista e maravilhoso David Byrne.

Além de lançar um livro delicioso relatando sua paixão de ver as cidades a bordo de uma bike, ele é profundamente interessado na cultura e história de cada lugar que tem contato.

Isso  o incentivou a se ruma espécie de cicloativista, mas com a pretensão de discutir desde o  uso público de áreas de maneira mais sustentável  ( ou óbvia, dependendo  do ponto de vista).

Nos últimos anos tive contato a opções muito diferentes da América do Sul. Muitas são filhotes das idéias aplicadas pelo grande urbanista e prefeito várias vezes da cidade modelo  no  Brasil, Curitiba, Jaime Lerner.

Tive a oportunidade de entrevista o ex-prefeito de Bogotá, o colombiano  Enrique Peñalosa, hoje candidato  novamente, mas que  percorre o  mundo  como consultor em urbanismo  apresentado a solução a bem sucedida na capital colombiana, do TransBus.

Enrique já pedalou muito com Byrne. E eles têm tudo a ver. Olha eles aqui :

Pelas ruas de Santiago, mesmo sem ciclovias, lembro-me muito  bem de fazer tudo na bike.E suamos muito  aquele bikes de aro fino, de corrida. Terrenos plano, pode-se usar  a rua ou a calçada. Não é o ideal. E no centro é impossível. Mas as pessoas usam pouco  as ruas. Tenho  uma impressão  que na minha capital o  pessoal gosta me só de ficar dentro de casa.

Já em Buenos Aires, uma cidade boêmia, onde tudo é a rua, nesta ultima visita em junho de 2011 já pude ver a expansão  promovida pelo  prefeito  Macri, de ciclovias muitos  boas  em grande avenidas. Fazia muito frio, mas muita gente usando. Também um terreno plano, destaco.

Olhem algumas ciclovias em Buenos Aires:

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O visual de São Paulo visto de cima:

 

 

 

 

 

 

 

 

O vídeo  com o  debate com David Byrne está disponível no  youtube. Vale apena acompanhar até o  fim. E comente!

 

Estreando este espaço vou de cara já falar de uma das minhas paixões que é viajar pela America do Sul.

Mas o viajar daqui é bem próximo do que o Haroldo Castro fala na sua Viajologia… é o ato de  estar em determinado lugar, integrando e com interesses reais na cultura daquele povo.

Um dos temas que mais me intriga, até por ser meio cética, é a fé na América do Sul.

E temos muitos exemplos de santos, mas aqui vou falar agora dos santos profanos, escolhidos pela população e homenageados pelas carreteras afora.

Na ultima viagem para a região de Mendoza, indo para o Aconcágua, ( gigante da Américas que ilustra o banner deste blog) passamos por estradas que a cada meia hora mostravam montanhas de garrafas d´agua perto de um pequeno altar.

São os devotos da Defunta Correa. Na sua maioria caminhoneiros. Conta a lenda (sim, não  há registros concretos ), que Maria Antonia Deolinda Correa  faleceu  em plena região desértica, perto da província de San Juan, quando estava atrás do pelotão do marido, isso lá por 1840.

O filho, recém nascido, resistiu à morte e continuou amamentando, mesmo com a mãe morta. Ao ser encontrado, o mito surgiu.Por isso a proteção pedida é paga com garrafas de água.

Os devotos de Defunta Correa são muitos também no Chile.

Temos também na Argentina o Gauchito Gil, também sucesso de publico nas rodovias. Aqui é mais fácil de antever o pequeno santuário, pois  os devotos homenageiam Gauchito Gil com bandeiras vermelhas. Em regiões, como o pampa, de longe dá pra identificar.

O Gaucho Antonio Mamerto Gil Núñez, o Antonio Gil, tem o mito de quase um Robbin Hood argentino. Curiosamente os relatos, assim como para Defunta Correa, estão próximos de 1840, mas contam que Antonio Gil  roubava dos ricos para dar aos pobres. Também dizem que ele lutou na Guerra do Paraguai e que morreu por desertar.  Seu corpo esta num cemitério na cidade de Mercedes e todo 8 de janeiro verdadeiras procissões o homenageiam.

Me contaram ou li que no México, traficantes importantes e que influenciaram  sua comunidade, também são homenageados como santos mundanos.

E você? Que histórias te fascinam pelas carreteras  sudacas?

Este é um blog colaborativo,onde todos os viajantes amantes de cultura e boas histórias na America do sul podem participar. Em breve este post será traduzido pro castelhano. Vamos criar uma rede cultural!

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